Sozinho ou acompanhado, qual o melhor jeito de viver?

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Durante centenas de anos, fomos ensinados que havia um jeito melhor de

se viver: acompanhado. Geralmente, essa era a forma que o meio social e

a família ditavam como ideal. Hoje, vivemos uma transição nos

costumes e exercitamos cada vez mais a liberdade de escolha._

FONTE: BLOG DAS AMARILDAS [1]

Segundo a Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em

Relacionamentos, Camilla Couto, muitas pessoas relatam viver

relacionamentos que trazem mais angústia do que bem-estar, ou que

estão em um momento especial e/ou complicado da vida e não conseguem

engrenar um relacionamento, ou, então, que estão apaixonadas, mas

acham que estar com alguém pode significar exatamente retroceder nessa

questão da liberdade. Ela explica: “ainda há quem enxergue os

relacionamentos quase como sinônimo de problemas”.

Mas não precisa ser assim. “A verdade é que temos que mudar a forma

como encaramos os relacionamentos a dois: ora como nossos salvadores,

ora como grandes vilões. Essa forma dual de se pensar sobre

relacionamentos é algo extremamente irreal e ultrapassado”, revela

Camilla. Para mudar essa forma de pensar, segundo ela, é preciso,

primeiro, entender que não há “lado certo” para estar: “só existe o

que nos faz bem de verdade”.

Camilla lembra que a melhor parte de ser livre é exatamente poder

exercitar essa liberdade: “todos nós temos poder de escolha. Só que,

muitos de nós ainda têm a ideia de que, para ser livre, precisamos

estar sozinhos. Como se anos de opressão, especialmente no universo

feminino, precisassem ser revertidos com o extremo oposto”. Mas ela

questiona: “será que ter uma relação é o problema, ou é a forma com

que vemos as relações que precisa mudar junto com os costumes”?

Sabemos que muitos relacionamentos existem apenas de fachada e, na

prática do dia a dia, provocam mais solidão do que companhia.

“Certamente, você já conheceu algum casal assim, ou já passou por

algo parecido. Viver de aparências é algo que não pode mais ser

aceito nos dias de hoje. Aparências para quem? Quem é o seu fiscal de

vida, quem é que vai dizer se você está certo ou errado por estar

sozinho ou acompanhado? Quem sabe o que é melhor para você, além de

você mesmo”?

Segundo Camilla, é preciso se perguntar: “qual é o SEU verdadeiro

desejo? De que forma VOCÊ enxerga as relações? O que você precisa

curar para que os seus relacionamentos não sejam motivo de dor ou de

encolhimento da sua personalidade, e, sim, promotores do seu crescimento

e da sua autonomia? Percebe que é preciso curar, talvez, o modo como

você enxerga a questão, e não ela, em si”?

Quer ficar sozinho por um tempo? Tudo bem! Tem planos de ficar sozinho

por muito tempo? Ótimo também! Para Camilla, está tudo certo,

contanto que seja uma escolha consciente e não motivada por rancores ou

medos. “Quer ter uma relação saudável? Então, curar a si mesmo é o

primeiro passo para atrair pessoas também curadas, inteiras e que topem

seguir conosco rumo a um crescimento pessoal constante. Tem certo e

errado? Não! Tem a sua vontade, a sua necessidade de aprendizado e o

que fala diretamente ao seu coração. O que não pode é viver

frustrado, infeliz, insatisfeito, esteja sozinho ou acompanhado.

Por CAMILLA COUTO

Camilla Couto é Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em

Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do

PAR – Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional,

Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos

no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog

amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e

dependência emocional – com o propósito de promover mais entendimento

sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem

cada vez mais.