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Empreendedorismo

Startups de esportes encontram lar nos Estados Unidos e Brasil

Somente na cidade de Indianápolis, o segmento já movimenta cerca de US$ 1,3 bilhão. Cenário no Brasil ainda é tímido, mas cresce a cada ano

Startups de esportes encontram lar nos Estados Unidos e Brasil
Imagem: Freepik

Quando se fala em Indianápolis, capital do Estado de Indiana, nos Estados Unidos, a primeira coisa que vem em mente é o automobilismo. Mas este não é o único esporte vivido com intensidade na metrópole. O DNA altamente esportivo da cidade somado com os centros de tecnologia locais estão transformando Indianápolis na capital das sportechs.

Segundo o Crunchbase, investidores despejam milhões de dólares em startups relacionados ao esporte na cidade desde 2015. Em 2019, a capital do Estado de Indiana passou a receber o Techstars Sports Accelerator, um programa de aceleração exclusivo para sportechs. “Estamos provando que poderíamos combinar a paixão por esportes com um ecossistema de tecnologia em crescimento”, disse Jordan Fliegel, diretor-gerente da Techstars Sports Accelerator ao Crunchbase.

De 2019 para cá, a Techstars já acelerou cerca de 20 empresas, que estão divididas entre diversos segmentos, como esports, engajamento de torcidas, fitness, inteligência artificial e robótica, mídia esportiva e atletismo.

Sportechs no Brasil

A paixão pelos esportes presente em Indianápolis também se reproduz aqui no Brasil. Embora o ecossistema de sportechs ainda não seja tão robusto quanto o americano, já há um cenário se formando.

Segundo José Muritiba, diretor-executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem cerca de 70 startups mapeadas nesse segmento na base de dados da Associação ― o Startupbase. 

O executivo explicou ao Whow! que as sportechs brasileiras, hoje, estão localizadas principalmente nas cidades de São Paulo (25,6%), Rio de Janeiro (16,2%) e Curitiba (11,6%). 

Segmento em expansão

Imagem: Shutterstock

No Brasil, as startups de esportes são, em sua maioria, focadas em soluções SaaS (Software as a Service), aplicativos para dispositivos móveis e plataformas de gestão para atletas, times e esports. 

Em relação à magnitude do segmento no País, as sportechs representam 0,75% do total de startups nacionais, ocupando a 34º posição dos 45 segmentos em que as startups se dividem no Startupbase. “As sportechs no Brasil são consideradas, ainda, um segmento de nicho. Os negócios ainda são tímidos, mas em relação à expansão, o número tem crescido a cada ano”, afirma Muritiba. 

Evolução das sportechs brasileiras nos últimos anos

2017 

55 startups

2018

66 startups

2019

70 startups 

Sportechs brasileiras de destaque

SisRUN

Startup do município de Bauru, no Estado de São Paulo, que desenvolve um sistema de assessorias esportivas para treinadores. A plataforma permite comunicação e feedback treinador-atleta, gerenciamento de aulas, relatórios de desempenho, gestão financeira e integração com smartwatches. O SisRUN já atinge mais de 35 mil alunos em todo o país.

Joga

Plataforma para reserva de quadras esportivas para prática de esportes ou eventos. A startup paulistana tem como inspiração o movimento das empresas de economia compartilhada. Através da plataforma também é possível alugar outros serviços correlacionados a prática esportiva como arbitragem, troféus e equipamentos, por exemplo.

Futbox

Plataforma SaaS que traz a história ilustrada do futebol em um acervo digital de mais de 25 anos de pesquisas sobre o futebol mundial. Desenvolvem produtos e serviços para clubes, museus, torcedores e órgãos públicos.

Créditos:  Whow

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