Total de motoristas no Brasil chegou a 74 milhões neste ano

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Total de motoristas no Brasil chegou a 74 milhões neste ano

O número de carteiras de habilitação válidas no Brasil cresceu 38% na última década, saltando de 53,9 milhões de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) em 2011 para 74,3 milhões em 2020, segundo os dados do governo, muito acima da população do país, que cresceu 10% no mesmo período.

Especialistas apontam que a alta no número de motoristas pode ter se dado, no começo da década, pela bonança econômica e por medidas de incentivo ao setor automotivo, como a redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados).

O número de habilitações crescia a mais de 5% ao ano até 2014. A partir de 2015, quando o país entrou em recessão econômica, esse aumento se desacelerou. Entre 2018 e 2019, o crescimento foi de 2,9%.

Nesses dez anos, a proporção de condutores com mais de 61 anos saltou de 11% para 17% no universo de motoristas do país. Ao mesmo tempo, caiu de 29% para 21% a parcela dos motoristas com até 30 anos.

Esse movimento acontece em todas as regiões do Brasil, segundo os números do Denatran, e também é identificado por pesquisadores em outros países do mundo.

Análise do Instituto Ipsos feita com dados da CNH de 2013 e 2019 (e que serviu de ponto de partida para este levantamento) aponta para algumas hipóteses.

Já um aumento na longevidade dos idosos e a presença de tecnologias assistivas como câmera de ré, sensor de estacionamento e câmbio automático facilitam que os mais velhos continuem dirigindo, segundo a análise do Ipsos.

A mudança de comportamento capitaneada pelos jovens da chamada “geração canguru”, que demoram mais a se emancipar dos pais aliada à praticidade de aplicativos como o Uber, que baratearam o serviço de táxi, ajudam a explicar o desinteresse dos jovens pela CNH, diz o instituto.

Os dados das CNHs mostram ainda que, mais do que motoristas, há automóveis. No Brasil, são quase 106 milhões de veículos automotores, uma média de 1,4 para cada motorista.

Os estados do Piauí e Maranhão são os com mais automóveis por habitante. Já o Distrito Federal é a unidade federativa com menos carros por motorista —apesar de suas largas avenidas e de ter sido planejada tendo o carro como principal meio de locomoção.

Acre, Amapá e São Paulo, o estado mais populoso do país, vêm na sequência, com um número menor de automóveis por condutor.

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