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Apenas políticas públicas sociais sérias e inclusivas podem evitar as tragédias
Por Redação

Acostumamo-nos a pensar no Brasil como um “abençoado por Deus e bonito por natureza”, como diz a canção. Não temos tsunamis, furacões, explosões em vulcões, os chamados desastres naturais. Mas, a cada janeiro, e esporadicamente em outros meses, nos vemos imersos a dores coletivas como estamos vivendo agora, em #Petrópolis.
Nessa luta contra o tempo para resgatar vidas, já foram encontrado 176 mortos entre os escombros, a maioria já identificada e sepultada. Estima-se que pelo menos 126 pessoas estão desaparecidas. Pessoas que se conheciam, vizinhos que eram numa comunidade da região serrana do Estado do #RiodeJaneiro.
Ainda há muito trabalho a fazer para encontrar sobreviventes
Mesmo aqueles que não correm risco de morte, carecem de tudo: alimentos, roupas, conforto material e espiritual. É aí que entra a solidariedade, que ao lado do trabalho das equipes de resgate e apoio local, amenizam outras manifestações da dor. Famílias, ou o que restou delas estão abrigada de forma improvisada, aguardando notícias dos mortos, dos vivos e recursos para sobreviver e reconstruir a vida.
A #RevistaNovaFamília solidariza-se com a dor das famílias enlutadas, e também com o luto nacional. A todos os que puderem ajudar com recursos, que o façam. Há postos de arrecadação de gêneros em todo o país.
Não podemos naturalizar as desgraças

É importante lembrar, contudo, que o que aconteceu em Petrópolis não é uma tragédia natural, e sim é resultado da falta política pública, monitoramento das áreas de risco, reorganização social e também de ações emergenciais e de assistência social. Ninguém escolhe morar numa região de risco.
A falta de uma política série de habilitação é fato em todo o Brasil. Ter uma moradia decente, em terreno sólido e urbanizado é direito para poucos. As tragédias são anunciadas e vemos isso em vários os Estados em tempo de fortes chuvas e até mesmo calor ou frio extremo. Sem falar de casos oriundos da negligência advinda da exploração, como tantos vividos.
Aprendi com a colega jornalista e professora da pós-graduação, #CileneVictor, que “os desastres são construções sociais”. A culpa por moral em região de risco não é da população, nem a chuva é a causa da mortandade. Os responsáveis são outros.
Mortes se acumulam pelo descaso com a vida humana, quando o Estado se omite. Cabe às prefeituras e governos não apenas garantir moradia decente como monitorar as regiões onde a habitação é precária e também onde a natureza é soberana. Afinal, quando não há opções, o direito de morar tem de ser garantido.
#vidashumanasimportam
#housefirst
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