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Sua doação de sangue se torna mais importante no inverno porque nessa época os estoques ficam até 30% mais baixos

Da redação
Estamos no junho vermelho: neste mês se intensificam as campanhas pró-doação de sangue. Além dos motivos tradicionais, é essencial reforçar a importância da doação porque no inverno os estoques tendem a cair em até 30% devido às infecções respiratórias.
Os estoques são utilizados em diversas situações médicas: desde procedimentos cirúrgicos e atendimento às vítimas de acidentes até o suporte aos pacientes oncológicos.
Quem está em tratamento oncológico, por exemplo, sofre com a chamada mielotoxidade, em outras palavras, essas pessoas têm maior dificuldade para produzir células sanguíneas, o que as faz precisar de transfusões.
Pessoas com leucemia, por exemplo, precisam de transfusões de sangue porque a doença impede a produção de plaquetas pela medula óssea. As plaquetas são essenciais para no processo de coagulação sanguínea, evitando que haja sangramentos graves.
No inverno, as doações caem tanto em razão das baixas temperaturas quanto pela maior ocorrência de doenças respiratórias, o que impossibilidade muitos de doarem.
Quem pode doar sangue? E aonde ir para fazer o procedimento?
Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 69 anos (pessoas entre 16 e 17 anos podem doar com autorização formal dos responsáveis) e peso mínimo de 50kg. Além disso, a pessoa deve ter dormido pelo menos 6h nas 24h anteriores à doação.
Estar em jejum não é necessário, o ideal é fazer uma refeição leve, com frutas, café, pães ou sucos antes de ir; porém, recomenda-se que a pessoa evite alimentos gordurosos como manteiga, bacon, ovos ou frituras nas 4h anteriores.
No hemocentro, a pessoa deverá apresentar um documento original com foto. É possível checar os endereços de doação, horários de atendimento e até fazer um agendamento online por meio de pesquisa em buscadores como o Google.
Quando o doador vai ao banco de sangue, uma unidade de sangue total é extraída. O sangue é fracionado em diferentes componentes, que atendem necessidades médicas específicas – é por essa separação dos componentes que se diz que uma doação pode salvar até quatro vidas:
- o concentrado de hemácias é destinado para tratar anemias graves e hemorragias;
- o plasma é utilizado para distúrbios de coagulação e queimaduras graves;
- as plaquetas são indicadas para pacientes em tratamento de câncer ou leucemia;
- já o crioprecipitado ajuda no controle de sangramentos específicos e cirurgias cardíacas.
Quem precisa receber plaquetas, por exemplo, precisa de uma unidade para cada 10kg, desta forma, um adulto de 70kg precisaria de sete unidades – por isso as campanhas que os parentes de pacientes realizam para repor o que foi usado aos bancos de exangue. Outro ponto importante, é que só possível usar as plaquetas até cinco dias após a extração, ou seja, é um insumo que precisa de reposição constante.
Após um intervalo entre 48h e 72h, o seu organismo já consegue repor o que foi extraído. Em 60 dias, homens podem fazer uma nova doação; enquanto para mulheres, o intervalo mínimo é de 90 dias entre as doações.
Quanto tempo esperar para doar sangue após uma infecção respiratória?
Para pessoas que se recuperam de infecções respiratórias, o prazo de resguardo varia conforme a gravidade do caso: gripe, resfriado ou coriza demandam de 7 a 14 dias; em caso de febre, o prazo sobe para 15 dias.
Infecções mais fortes como sinusite ou pneumonia requerem o prazo mínimo de 15 dias após o fim do tratamento para que a pessoa possa doar sangue; para aqueles que contraíram recentemente Covid-19, o prazo é de 10 dias após a cura total ou o fim dos sintomas.
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