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Psiquiatra alerta que mudanças sutis no comportamento, no humor e no corpo podem indicar sofrimento emocional e destaca a importância da busca precoce por ajuda especializada
O Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, reforça a importância de cuidar do bem-estar de forma integral, incluindo a saúde mental. Embora transtornos como ansiedade, depressão e burnout sejam cada vez mais frequentes, seus primeiros sinais costumam surgir de maneira discreta, o que dificulta o reconhecimento do problema.
Segundo o psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, fundador e CEO da GnTech, empresa brasileira especializada em farmacogenética, identificar essas alterações precocemente é fundamental para evitar que o sofrimento emocional evolua e comprometa a qualidade de vida.
“Muitas pessoas continuam trabalhando, estudando e cumprindo suas responsabilidades normalmente, mesmo enfrentando um adoecimento mental. Isso faz com que o problema passe despercebido por bastante tempo”, explica o especialista.
Entre os sinais que merecem atenção estão a perda gradual do interesse por atividades antes prazerosas, a sensação de viver “no automático”, o cansaço persistente, a irritabilidade, o isolamento social e a dificuldade de recuperar o bem-estar, mesmo após períodos de descanso.

Quando o corpo também pede ajuda
Além das alterações emocionais, o sofrimento psicológico pode se manifestar por meio de sintomas físicos. Dores musculares frequentes, dores de cabeça, alterações no apetite, problemas digestivos, fadiga constante e dificuldades para dormir podem estar relacionados à saúde mental, especialmente quando exames clínicos não apontam uma causa específica.
“O corpo e a mente estão profundamente conectados. Os sintomas físicos são reais e, muitas vezes, refletem o impacto do sofrimento emocional sobre o organismo”, destaca o psiquiatra.
Buscar ajuda antes da crise faz toda a diferença
De acordo com o especialista, não é preciso esperar que os sintomas se tornem incapacitantes para procurar atendimento. Quanto mais cedo ocorre a identificação do problema, maiores são as possibilidades de um tratamento eficaz e menores os impactos na vida pessoal, profissional e social.
Nas fases iniciais, intervenções como psicoterapia, mudanças na rotina, melhora da qualidade do sono, prática regular de atividade física e fortalecimento da rede de apoio podem ser suficientes. Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica e o tratamento medicamentoso também são necessários.
Saúde mental também é prevenção
Para preservar o equilíbrio emocional, o médico recomenda cultivar hábitos saudáveis, manter vínculos sociais, observar mudanças persistentes no próprio comportamento e não ignorar sinais de sofrimento.
“Saúde mental não significa estar feliz o tempo todo. Emoções como tristeza, medo, frustração e ansiedade fazem parte da vida. O que merece atenção é quando esses sentimentos se tornam constantes, impedem a recuperação emocional e passam a comprometer a qualidade de vida”, conclui o Dr. Guido Boabaid May.
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