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Mais do que acompanhar consultas e terapias, a participação do pai na rotina de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode fazer diferença no desenvolvimento emocional, social e na construção da autonomia.
Segundo o psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, CEO da GnTech, o envolvimento paterno vai além do apoio à família. “A presença do pai ajuda a criança a lidar melhor com as emoções, desenvolver autonomia, enfrentar frustrações e construir relações mais saudáveis”, afirma.
O especialista destaca que o tratamento não depende apenas das terapias ou do acompanhamento médico. A participação da família, especialmente quando pai e mãe compartilham orientações e mantêm uma rotina estruturada, contribui para que a criança se sinta mais acolhida e confiante.
Outro ponto importante é que cada criança possui necessidades específicas. Por isso, quando há indicação de medicação, a decisão deve ser tomada de forma individualizada, sempre com acompanhamento médico. Segundo Guido, recursos como a farmacogenética podem auxiliar na escolha do tratamento mais adequado, tornando a abordagem mais personalizada.
Para o psiquiatra, o principal cuidado continua sendo a construção de um ambiente familiar acolhedor. “O desenvolvimento infantil acontece nas pequenas experiências do cotidiano. A presença, o diálogo e o envolvimento da família são fundamentais para que a criança desenvolva suas potencialidades e tenha mais qualidade de vida”, conclui.
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