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Quem frequentou quintal, certamente responderá que sim
Por Adriana do Amaral
Estamos em épocas de goiaba e a fartura na minha goiabeira é tanta que as frutas se esparramam pelo chão. Não dá tempo sequer das goiabas amadurecerem para colhê-las: os pássaros estão fazendo a festa!
E como é comum nos pomares domésticos, onde não há agrotóxicos nem requintes de produtor, a maioria das frutas vem com a surpresa dos bichinhos. Em casa, descartamos as sementes e hospedeiros indesejáveis e usamos a casca para fazer doce. A delícia da goiabada cascão para comer de colher!
Esta prosa me remete a outra história: o livro infantil “O Bichinho da Maçã”, do #Ziraldo. Confesso que nunca colhi uma maçã do pé como a Eva, talvez por isso nunca tenha visto um deles nos frutos comprados na feira ou comércio. Ontem, porém, tive uma experiência nada agradável: conheci o bichinho da manga!
Quantos eu já teria comido sem ter visto, misturados na polpa doce e colorida?



Dicas da autora
- Consuma frutas da época: é mais saborosa e acessível;
- Valorize e compre diretamente do produtor, sempre que possível;
- Caso você tenha espaço, plante uma árvore: o meio-ambiente e as suas memórias – e as de seus familiares- agradecerão;
- Frutas caem bem no café da manhã, no lanche e nas refeições principais, incorporados nos pratos, sobremesas, sucos e in natura.
Receita fácil de fazer:
Compota de goiaba
1- Limpe e higienize a fruta, descartando a polpa (que pode ser usada para fazer sucos)
2- Leve para a fervura até desmanchar (um processo longo, que requer paciência)
3- Acrescente açúcar a gosto (preferencialmente do tipo cristal ou demerara) e vai mexendo até apurar (cuidado para não se queimar, pois a fruta “pula”)
O ponto ideal fica a gosto do cozinheiro: pode deixar as goiabas em metades, numa leve calda, em pedaços ou completamente desmanchadas.
Dica de leitura:
À Sombra desta mangueira, #PauloFreire, um dos meus livros prediletos.
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