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Por Rita Fernandes

Pensamentos vêm me atordoar, mas eu os subjugo a uma racionalidade deferida pelo meu inconsciente…
De esperança, encho minhas reservas para tentar afogar o que triste me tornou, me tomou, me invadiu.
E, numa metamorfose consequente busco minha inconsequência, a fim de trazer o equilíbrio outrora perdido, pedido, ameaçado. Me reponho, me componho e me ponho de volta!
De repente brota uma paz silenciosa que vem das profundezas do meu homem interior e ao deparar- me comigo diante do “eu restaurado” , largo um sorriso contente, consequente!
Contemplo cada ciclo conquistado e num prosseguir perseguido, ressurjo! Me levanto calmamente usufruindo da firmeza que de mim desponta, aponta, me encontra. Sigo no meu ritmo compassado, sem passado e sem achado.
Sinto-me em novidade!
Sem saudades, sem idade, sem cidade.
Me descubro numa nudez interior para que eu possa me revestir do que serei então!
E numa atitude respeitosa, formosa ,em festa, me contemplo neste tempo, em tempo de usufruir do meu novo “Eu”!

Rita Fernandes é mestre em Filosofia, graduada em direito. Escritora pernambucana, consultora, palestrante. Colunista da Revista Nova Família
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