Compartilhar é se importar!
Dados mostram que a nova geração combina serviços bancários tradicionais com investimentos programados

Cerca de dez milhões de jovens menores de 18 anos têm contas bancárias no Brasil, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O dado reflete uma mudança comportamental dos brasileiros que tem contribuído para a transformação do sistema financeiro nacional.
A conta bancária representa o primeiro degrau da educação financeira, na visão da Febraban, que defende que, por meio desse instrumento, mães, pais e responsáveis conseguem colocar a teoria em prática, ensinando crianças e jovens sobre como ganhar, gastar, poupar e como investir o próprio dinheiro.
Por outro lado, as instituições financeiras também enxergam a necessidade de atender os interesses desse novo perfil de cliente, que já nasceu conectado. Nesse cenário, as soluções digitais e os produtos personalizados ganham força.
De acordo com o estudo “Panorama da principalidade financeira na América Latina”, a geração Z, que reúne aqueles entre 13 e 28 anos, prioriza a experiência do usuário e o acesso a limites de crédito na hora de escolher uma instituição financeira. A baixa anuidade de cartão e os benefícios também influenciam a decisão desse público, que demonstra maior disposição para migrar, conforme as necessidades evoluem.
Outra particularidade, apontada pelo estudo “Quem são os jovens investidores brasileiros?”, é a preferência por bancos digitais. A maior familiaridade com o universo on-line contribui para o interesse e a adesão à conta digital, cartão de crédito virtual e uso de aplicativo no dia a dia.
Já os produtos personalizados aumentam as chances de fidelização. Por isso, é esperado que esses jovens busquem informações sobre quais produtos financeiros disponíveis, quem pode ter um cartão black, como é realizada a análise de concessão de crédito, o funcionamento do programa de pontos e cashback e outras alternativas exclusivas.
Reconhecendo essa demanda, os bancos digitais e tradicionais passaram a desenvolver produtos específicos para capturar esse público desde cedo. Um exemplo é a conta C6 Yellow, do C6 Bank, direcionada para menores de 17 anos e 6 meses, que permite investimentos em CDB a partir de R$ 10 e oferece funcionalidades que “gamificam” o aprendizado financeiro.
Independência financeira move 66% dos jovens investidores
O cenário de investimentos também tem contado com a maior participação de jovens, motivados, sobretudo, pela conquista da independência financeira. Para 66,14% dos ouvidos na pesquisa “Quem são os jovens investidores brasileiros?” esta é a principal razão. Em seguida estão a estabilidade financeira (58,09%) e a segurança para crises (46,18%).
A pesquisa também revela que 48% dos jovens investidores iniciaram suas aplicações há menos de três anos. Entre esses, 65% realizam novos aportes mensalmente e 79% mantêm uma rotina programada de investimentos. A poupança permanece como o investimento mais popular, presente na carteira de 50,35% dos jovens, seguida por renda fixa (41,41%) e ações nacionais (37,24%).
Para investir, 48% abrem mão de festas e eventos nos finais de semana. Outros 45% cortaram gastos com itens considerados supérfluos.
Educação financeira ainda é desafio
Apesar do crescimento da participação jovem no sistema financeiro, a educação financeira ainda apresenta lacunas. De acordo com informações da Serasa, apenas 10% dos jovens da geração Z tiveram acesso à educação financeira no ambiente familiar. Paralelamente, 55% deles já assumiram a responsabilidade pelos próprios gastos mensais.
Outro dado da Serasa aponta que 52% desses jovens apontam as redes sociais e os influenciadores digitais como as principais fontes de informação financeira, seguidos por cursos especializados em investimentos (44%) e assessores financeiros (28%).
Compartilhar é se importar!
