A fuga do amor

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Por Rita Fernandes

Sempre chegas de mansinho
E depois como uma brisa me escapas
Depois da tarde quente, trazes a noite contigo

Quando penso que me tens livre
Me guardas contigo no tempo
Num olhar contemplativo me reservas só pra ti

Guardada dentro de ti, adormeço
E desejo ser despertada do sono
Mas a tua demora me paralisa por completo

De repente me abres a porta já fechada
E sem palavras me levantas
A tua fuga inesperada me decepciona mais uma vez

Com a certeza que me guardas para o amanhã
Com o tempo me percebo no hoje sem ti
E por falta de tua presença, meu sono me lembra a morte

E quando enfim me buscares não me encontrarás inteira
Pois os pedaços que restaram de mim
Pela demora da tua presença
Te farão perceber que ….eu morri de amor

Foto: Arquivo Pessoal

Rita Fernandes é mestre em Filosofia, graduada em direito. Escritora pernambucana, consultora, palestrante. Colunista da Revista Nova Família

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