A Liderança Humanitária e o mundo corporativo …

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A liderança humanitária passa por uma composição de perfis cujo propósito é o bem-estar do ser humano, a atenção plena ao seu desenvolvimento integral e a segurança psicológica – ou confiança – no ambiente de trabalho.

Estar atento ao equilíbrio entre demandas e recursos de trabalho, aos desafios bem dimensionados com as forças de cada colaborador, ao reconhecimento praticado e ao clima positivo da empresa, ou mesmo da área, são processos iniciais básicos para um bom trabalho de iniciação desse perfil de liderança.

Acolhimento, inclusão, relacionamentos positivos são comportamentos inerentes à uma gestão que tem por objetivo apoiar a equipe no acompanhamento da escala de sua satisfação e sentido de vida e de carreira.

Faz parte do modus operandi de uma liderança com características humanitárias, a força da empatia, da compaixão e da escuta. Como bem coloca Tao Bem Shahar, especialista internacional no tema, uma das coisas mais importantes que temos a fazer na vida são “boas perguntas”. Indagar, questionar, nos permite entrar em flow e pensar no nosso propósito de vida e onde está – de fato – nossa energia. E segundo Ed Diener – grande estudioso sobre bem-estar subjetivo – pessoas com forte senso de propósito são mais capazes de lidar com os altos e baixos da vida, como se oferecessem um amor psicológico contra obstáculos, o que ajuda na construção da resiliência, aplicável à vida e à carreira.

A liderança de perfil humanizado propõe trazer mais sentido para as relações profissionais e, com isso, extrair o que o ser humano de tem melhor, pensando em propósito e legado de vida, o que vai muito além do trabalho ou da carreira.

O que o mundo corporativo tem a ver com isso? Tudo. Ele é formado por pessoas. Pelos seus planos, desejos e sonhos. Pessoas e seus propósitos – e pelo que faz sentido para elas.

Fernanda Muradas, proprietária da consultoria Sé.Tú Connection, especialista em gestão de pessoas, gestão comercial e em Felicidade no trabalho. Co-autora de 4 livros, após 30 anos no mundo corporativo, passou a dedicar-se ao desenvolvimento de executivos e C-levels.

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