FAMÍLIAS E SEUS DIFERENTES ARRANJOS

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A humanidade sempre viveu em clãs. Desde os primórdios da nossa civilização, fomos obrigados a nos juntar para termos mais chances de sobreviver, então como “homens das cavernas”. Podemos dizer que esse ajuntamento foi a primeira ideia de família que conhecemos. Com o tempo, a divisão por clãs foi se especificando em certos agrupamentos e as novas formas de constituir uma família partiram da lógica patriarcal, ou seja, dominada e liderada pelos machos.

Séculos mais tarde, com o desenvolvimento da agricultura e a legitimação da propriedade privada, a família começou a ganhar status de importância e poder na sociedade propriamente dita, pois o seu fortalecimento era sinônimo de prosperidade, tanto material, quanto simbólico. Esse modelo familiar, formado por um homem, uma mulher e seus filhos, foi considerado o padrão a ser seguido por todos da dita sociedade, em praticamente todas as civilizações.

Agora vamos voltar para o nosso tempo: que tipos de famílias você acha correto na sociedade atual? Existe apenas um exemplo para todos? E as famílias que fogem do “padrão”, elas são bem vistas pelo coletivo? Nós, seres humanos, sempre tentamos conservar algo, mesmo que seja ultrapassado ou pouco utilizado. Com isso, ficamos com o velho modelo patriarcal familiar, muito bem, obrigado. Mas e as outras formas familiares, como ficam? Por que não se tem uma visibilidade decente para outros tipos de composições familiares? Você sabia que uma pessoa morando sozinha, por exemplo, já constitui uma família?

Existem hoje formações compostas por pessoas sem laços sanguíneos, por amigos que se juntam por afinidades, outras formadas por avós que cuidam de seus netos, sem a presença dos pais biológicos. Também existem famílias formadas por casais homo afetivos e por pais ou mães viúvas ou solteiros – aliás, essa forma de família é uma das que mais cresce no mundo. Uma pessoa e um animal doméstico são uma família, sim, senhor! O homem é um ser social e está “condenado” a viver com seus pares. O bom é que hoje podemos fazer nossas escolhas e vivenciar o modelo familiar com o qual nos sentimos bem. Que sejamos, então, felizes em nossa perfeita família. E viva a diversidade, sô!

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