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…ou enxuga as lágrimas
Por Adriana do Amaral

Como dona de casa eu sou uma boa escritora. Não nasci com dom para “o lar”, mas que eu faço as tarefas diárias eu as faço… Tal uma bruxa, ou alquimista.
Fui criada para trabalhar “fora”, mas herdei da sociedade a sina de mulher que convive com a dupla jornada. Aprendi a gostar de algumas tarefas e de outras não, mas mesmo os meus parcos recursos culinários não me impede de gostar da mesa farta com a família reunida, apesar de ser menos comum a cada dia, restrita às datas comemorativas.
Quem vê um detalhe na minha cozinha não vê coração… Isso mesmo, eu amo paninhos de prato, embora não saiba como cuidá-los e mantê-los. Quase sempre são queimados, como as minhas mãos e braços, e nunca, jamais, depois de usados ficam alvos como antes.
Eu tenho várias histórias sobre paninhos de prato, que na minha região sempre foram nomeados guardanapos de secar louça. Alguns eu guardo com carinho, para não lavar as histórias, outros já se foram, mas com histórias preservadas na minha mente.
E não é que eu descobri que há até grupos de amantes de pano de prato nas mídias sociais?

Ao longo da #pandemia eu passei a seguir alguns grupos, principalmente no #Facebook, que comercializam produtos feitos por artesãos. Com o #isolamentosocial, muita gente pôs o talento para funcionar como uma maneira de controlar a sociedade e também fazer renda – perdoem-me o trocadilho. Assim, além de comprar produtos lindos, a custo decente, fiz alguns amigos.
Os mais novos eu comprei diretamente do #RiodeJaneiro, da marca @PaninhosdePratoSinceros. Além de lindos, feitos especialmente para mim pelas mãos da artesã, valem por uma seção de terapia.
As frases, políticas, engajadas, engraçadas, artísticas ou inspiradoras lavam a alma. Nem precisam enxugar a louça. São ideais para enfeitar a tampa do fogão, cobrir bolo ou o que a imaginar desejar e a artesã bordar.
Descobri que há inúmeras opção nas mídias sociais e mercado em ebulição – para rimar como café. Ah, uma bela sugestão para presentes, também…


Jornalista profissional (mtb 16447), doutoranda e mestre em Comunicação Social pela Umesp. Mãe do Augusto e da Cristina.
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