Segundo criadora da AstraZeneca a nova pandemia pode ser ainda pior

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“A verdade é que o próximo poderá ser pior. Pode ser mais contagioso, ou mais letal, ou ambos”.

Créditos: Olhar Digital

A pandemia da Covid-19 não será a última enfrentada pela humanidade, diz a criadora da vacina da Oxford AstraZeneca. Segundo Sarah Gilbert durante a conferência Richard Dimbleby, na Inglaterra, nesta segunda-feira (6), “esta não será a última vez que um vírus ameaça nossas vidas e meios de subsistência”.

“A verdade é que o próximo poderá ser pior. Pode ser mais contagioso, ou mais letal, ou ambos.

 Não podemos permitir uma situação em que passamos por tudo isso e depois descobrimos que ainda não há financiamento para a preparação para uma nova pandemia”, afirmou.

Gilbert ainda falou sobre a nova variante da Covid-19, a Ômicron. De acordo com a especialista, é preciso ficar alerta e tomar medidas para conter o alastramento da cepa, mas que ainda não há provas de que essa nova versão do vírus seja capaz de barrar a proteção dos imunizantes.

“Até que saibamos mais, devemos ser cautelosos e tomar medidas para desacelerar a disseminação dessa nova variante”, completou.

Potencial da AstraZeneca

O estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Complexo da Maré, localizado no Rio de Janeiro, atestou a capacidade de proteção da primeira dose da vacina contra a Covid-19, Astrazeneca.

Os resultados demonstram que passados 21 dias da aplicação do imunizante, a efetividade contra casos sintomáticos de Covid-19 foi de 42,4{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67}. 

De acordo com os pesquisadores, o resultado está de acordo com avaliações anteriores para a primeira dose no contexto de circulação das variantes Gama ou Delta. 

Eles consideram o índice bom, confirmando a capacidade da vacina para conter casos sintomáticos e alertam que a segunda dose é essencial para garantir a proteção.

Inclusive, um recorte por faixa etária foi divulgado: verificou-se que os mais jovens tiveram maior proteção do que os mais velhos. Tanto que na população abaixo de 35 anos, a efetividade foi de 57,5{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67} e acima dessa idade, a proteção caiu para 34,8{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67}. 

Por outro lado, há uma melhora ao longo do tempo, pois a efetividade em toda a população acima de 18 anos chega a 58,9{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67} entre o 42º e 55º dia após a primeira dose da AstraZeneca e passa a cair depois disso.

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